
Olho nos olhos de um estranho, eu não vejo nada.
Só percebo em meio a pouca luz a angustia e a confusão,
Vejo o obscuro, sinto o interno.
E em um perdido instante quase posso tocar seu coração.
Parece tão perto, me sinto tão longe.
Pouco a pouco a escuridão o esconde.
Eu quero gritar: Acorda! Não deixa a luz apagar.
Mas não consigo estou afônico sem forças pra falar.
Fico sozinho, estou indeciso sem saber pra onde caminhar.
No escuro todo lado é um caminho.
Sem certo, sem errado.
Tenho apenas meus sentidos pra me guiar.
Preciso gritar me falta coragem.
Arriscar é arriscado demais, mesmo pela liberdade.
Busco no fundo daqueles olhos a ultima força que tenho,
Então levanto a mão e quebro o espelho pra seguir.