segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A Novela e a Piada da Vez


Política no Brasil é sempre um assunto vergonhoso. Inúmeros casos de corrupção e falta de ética são revelados pela mídia enojando cada vez mais os cidadãos de bem, causando neles desinteresse pelo assunto. De tempo em tempo, essas novelas de mau gosto se repetem nas nossas TVs, em uma espécie de (não) vale a pena ver de novo com enredos ligeiramente diferentes, mas com o mesmo fim. Os atores são os mesmos e o tema também, a falta de vergonha na cara de representantes escolhidos para cuidar dos nossos interesses.

O protagonista da vez é o ex-presidente e agora senador pelo PMDB José Sarney, acusado dentre outras coisas, de nepotismo cruzado e, de contratar e exonerar parentes através de atos secretos (ações parlamentares não publicadas para conhecimento geral, por motivos óbvios), que infringem as leis oficiais e da ética.

Para completar o teatro desses vampiros foi instaurado um conselho de ética, supostamente para esclarecer os casos e punir os réus, se necessário. E o que torna o trágico cômico, ou ainda mais dramático, dependendo do seu humor, é que esta comissão é composta por camaradas de bancada dos acusados, sem ética nenhuma.

A ameaça do conselho que decide o futuro dos indiciados, tanto da base do PMDB, quanto do PSDB, criou uma tensão. O clima de insegurança no senado gerou um momento cada vez mais comum nos noticiários. Uma discussão nessa quinta-feira, entre Renan Calheiros do PMDB (também indiciado no conselho) e Tassio Jeiressati do PSDB. Onde o decoro deu lugar a outros tipos de tratamentos e, passou longe do recinto.

O fato é que esta confusão dos senadores que beirou a infantilidade. Como quando uma criança aponta os erros da outra, trocando acusações, torna as coisas ainda mais engraçadas. Engraçadas e grotescas, em se tratando de adultos e autoridades. Os dois se ofendem, se acusam mutuamente e se defendem, com a idéia de que nos enganam. Mas só o que conseguem (e talvez seja a intenção) é gerar risos e, aumentar o descrédito e desinteresse da população pela política.

Este espetáculo veiculado em nossas telinhas teria muito mais graça se os palhaços do folhetim não fossemos nós. Que assistimos o que passa na TV somente como forma de entretenimento e não como uma forma de conhecimento que embase o pensamento crítico.
A reação da massa diante dessa falta de respeito estampadas nas manchetes é o distanciamento, muito cômodo para os ladrões do planalto. Quando muito demonstram uma indignação estéril, nunca com pensamentos e discussões que levem a ações mais concretas, para que cheguemos a dias melhores.

O negócio é rir das nossas desgraças, afinal é rir pra não chorar, enquanto aguardamos esses dias chegar. O tempo passa e só ele pode dizer o enredo e o protagonista da próxima novela, mas eleger os atores cabe a nós. Só espero que a gente não seja a piada de novo.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Em um Respiro


Depois de um longo tempo para respirar, ou seja, um tempo longe das palavras do blog e outros prazeres estressantes, cá estou aqui de novo para as sentimentalidades, impressões e expressões além das abobrinhas de praxe.

Um tempo é sempre bom para pensar, esclarecer e confundir a cabeça da gente. Pensando nestas e outras profundidades, resolvi deixar por hora os sentimentos rimados de lado para escrever sobre outras chatices.


O ultimo assunto ultrapassado comentado até exaustão, foi a vida e a morte o astro pop Michael Jackson, que abandonou os respiros de maneira súbita. É inegável o talento e a vanguarda de Michael, autor de tantas músicas emblemáticas que interpretava de maneira singular. Músicas como Trhiller, Beat it e Black Or White estão presentes no nosso imaginário fazendo do cantor um símbolo dos anos 80 e 90. Com seu talento inovou em muitos aspectos a forma fazer e se consumir música, sendo um dos primeiros artistas a usar o videoclipe da forma que se costuma ver hoje em dia. A partir de Mickael se associou ainda mais à imagem a música, tornando a representação visual determinante no sucesso dos artistas.

Mickael é um retrato da nossa geração muito mais que pelo seu talento, mas também por ser vitima da sociedade atual. Com os anos o rei do pop passou a estampar as capas das revistas não mais por seu talento musical, mas por suas excentricidades e polêmicas, como a sua mudança de cor e suas inúmeras cirurgias plásticas, que transformaram cada vez mais sua aparência, o tornando irreconhecível ao Mickael Jackson do inicio da carreira.

O astro foi uma das vitimas de um sistema que nos imprime um modelo de felicidade representado pelo sucesso. Empurrando um estereotipo de felicidade que privilegia as exceções e mistifica a arte, que não condiz com a realidade. E um instante se é o rei do pop, em outro é uma criança que não consegue ficar feliz com a própria vida e imagem.

Mickael evidência as conseqüências da busca desenfreada por este tipo de realização pré-concebida. Mostra o que pode acontecer com uma criança forçada a ser adulta em nome do sucesso, sacrificando suas vontades e necessidades. Mostra o que pode acontecer se esse sistema de fabricação de astros, que a imagem fala muito mais alto que a arte permanecer oprimindo a sociedade.

Mas o que sua vida mostra mesmo é que somos todos iguais, e que até os reis e as estrelas são humanos, sofrem e morrem. Eu como todos presto minha homenagem ao talento e a humanidade de Mickael Jackson.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Pelos Olhos






Olho nos olhos de um estranho, eu não vejo nada.
Só percebo em meio a pouca luz a angustia e a confusão,
Vejo o obscuro, sinto o interno.
E em um perdido instante quase posso tocar seu coração.

Parece tão perto, me sinto tão longe.
Pouco a pouco a escuridão o esconde.
Eu quero gritar: Acorda! Não deixa a luz apagar.
Mas não consigo estou afônico sem forças pra falar.

Fico sozinho, estou indeciso sem saber pra onde caminhar.
No escuro todo lado é um caminho.
Sem certo, sem errado.
Tenho apenas meus sentidos pra me guiar.

Preciso gritar me falta coragem.
Arriscar é arriscado demais, mesmo pela liberdade.
Busco no fundo daqueles olhos a ultima força que tenho,
Então levanto a mão e quebro o espelho pra seguir
.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Tudo é por AcasO!

De onde eu vim? Pra onde eu vou? POrque eu nasci?
Obra do senhor Acaso!


Tudo é por Acaso, tudo é o caso de agente querer ver.


De acreditar na coincidência.


E perceber que esse negócio de coincidência, é a incidência do algo que ninguém é responsável.


É tão facíl, é só prestar atenção em uma peça de teatro.


Ou em um filme de romance melado desses de televisão.


E logo você vai entender, do que estou falando


Afinal pra que acreditar?


Pra que o verbo se existe destino? se está escrito?


Tudo já está certo pertence ao Acaso.


Quando o carro parou a um metro de te atropelar;

Quando a oportunidade surgiu do nada;

Quando o dinheiro veio na hora exata;

Quando a algo desviou a bala que ia te matar.

Creia foi a mão do Acaso.

Santo Acaso, perdoai nosso descaso com vossa santidade.


Vós que de certo, é o criador da humanidade.


Há de perdoar nossos pecados .


E pra quem não acredita no que falo, só não resmungue se o Acaso for o Verbo.

E por causa da sua falta de fé, resolva fazer pouco caso da sua vida.


trocando seu nome e esquecendo suas feridas.

sábado, 13 de dezembro de 2008

BAtalha do CoraÇão



Tenho armas.
Porquê meu coração já lutou sem e sabe como é dificil lutar sem se defender.

Ao teu lado fico confuso, fico sem rumo,
Não consigo entender.
Como algo tão simples e belo como o seu sorriso pode machucar.
E você frágil e delicada consegue me derrotar.

POr quê sou tão fraco?
Se do seu corpo nem um gole experimentei.
Eu viciado na droga que nunca usei.

Por isso Me beija, Me faz delirar.
Não quero mais lutar.
Ao teu lado pouco importa onde vai dar.
Contigo quero me jogar.
E Fugir da vida e da rotina e ao acaso me entregar.

"HIstoria do MOrto que não MORREU!'


Esse breve conticulo inteligente e sentimental, é de uma pessoa que me surpreendeu belamente. além disso estou sem inspiração e queria escrever algo, mesmo que não seja meu. No entanto tem qualidade.



Essa é uma história fictícia,quaisquer fatos ou lugares ou pessoas são MERA coincidencia.Essa é a história de alguém que morreu.Contada por um convidado revoltado com a situação,que logo no início do velório fez essa loucura.
- Eu apresento a todos aqui um falecido. Sim, um falecido,mas ele não é um falecido qualquer. Ele é menos que todos os outros falecidos. Ele não merece a presença de vocês aqui,pois está morto a muito tempo. Não estudou, não buscou trabalho honesto, não deu valor a própria vida. Não amou e respeitou quem a amava. Um belo dia de sol se trancou no quarto... e fez com que chovesse na sua janela, só para dizer que um mundo injusto montado para ele estava destruído, e que ele não sabia quem tinha destruido.
Disse o Pai:
- Garoto, mais respeito com o meu filho, você não pode vir aqui e julgar a vida dele, que foi marcada por tristezas e decepções.
- Eu posso julgar a vida dele?Talvez não. Mas você não pode vir aqui e simplesmente chorar pelo seu filho,que você mesma atacou dias e dias, tirando lhe todo o amor pouco e raro que ele sentiu por você. Você não deu atenção a ele, não mostrou os belos valores da vida para ele,você deixou ele envolvido nas tristezas que mataram ele hoje. Você poderia ter mudado isso tudo, e não mudou. Sente-se ou, como os outros, apenas finja que está triste. POis nesse velório fingido, devemos todos fazer nossa parte no teatro também. Jogue as rosas brancas da pouca pureza que sobrou no coração dele, e vamos enterra-lo, pois no máximo a vida dele vai virar uma história triste pra contar para os filhos que sobraram, e ainda estão doentes, mas vivos.


EVD

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Sobre a Questão do Primeiro Post!!!



Montar o blog ou nao montar eis a questão? pensaria shakespeare por um milésimo de segundos, daqueles breves. Porque pra ele seria facil, com o talento que possuia, expor sua produção, as obras-primas. Ou talvez não?

Como vocês viram acima o que permeia minha caixola é a incerteza, é a indecisão essa é a questão e o motivo de eu montar meu blog, meu mundo em letras numéricas, que em breve vai se tornar um pardieiro, um chiqueiro, meu quarto, uma grande confusão.

Tudo bem eu confesso também o faço porquê todos têm, porquê eu também não? Por acaso não sou filho de Deus? Afinal buscar ser original não é mais sinal nenhum de originalidade. Então não me julguem, e nem me condenem, no fim das contas nem Deus me condenou por ser ateu.

Então Caro amigo que lê esta explicação sem importância que todos fazem como primeiro post, para dizer como é e o porquê de montar esse refúgio do ego, se este texto de 4 paragrafos te pareceu um tanto imcompleto e confuso . É porque imperfeição é o meu nome, e contradição é o que sou.

José Felipe Santos Uematu